Candelária classifica trabalho para Mostra Científica Sul-Brasileira Verde é Vida

A escola Sagrado Coração de Jesus, da Vila Piquiri, em Cachoeira do Sul/RS, sediou ontem (21) a Reunião Pedagógica da Região de Atuação Cachoeira do Sul e Candelária, do Projeto Verde é Vida, da Afubra. O encontro reuniu 33 professoras dos municípios de Agudo, Cachoeira do Sul, Candelária, Cerro Branco, Novo Cabrais e Paraíso do Sul.

A última reunião ano letivo serviu para informações referentes aos trabalhos que serão realizados em 2015, que constam na agenda do Projeto, onde todas as ações terão como tema “Ar”. Além disso, foram apresentados os resultados do Seminário Regional de Educação Rural, com a entrega da Carta de Intenções da Região de Atuação.

Outro momento importante foi a escolha do trabalho que irá representar a região na VI Mostra Científica Sul-Brasileira Verde é Vida, durante a Expoagro Afubra 2015. Dos quatro trabalhos apresentados – que haviam sido selecionados durante a reunião de agosto -, foi escolhida a pesquisa Assoreamento dos Rios, dos alunos Jaqueline Steindorff e Everton Pfeiffer, da escola Professor Fábio Nackpar dos Santos, de Candelária, sob a orientação da professora Josiane Pereira Paranhos.

PRÓXIMAS REUNIÕES
* 22 de outubro – Reunião Pedagógica na RA Sobradinho e Arroio do Tigre
A reunião ocorre em Sobradinho
* 23 de outubro – Reunião Pedagógica na RA Venâncio Aires
A reunião ocorre em Mato Leitão
* 24 de outubro – Reunião Pedagógica na RA Santa Cruz do Sul
A reunião ocorre em Passo do Sobrado

 
Luciana Jost Radtke
Departamento de Comunicação Afubra


COP 6: Mudança de rumo alimenta esperança de novos tempos

Finalizada a 6ª Conferência das Partes (COP 6), ocorrida em Moscou, na semana passada, as lideranças do setor produtivo fumageiro do país acreditam que, a partir de agora, as discussões e análises sobre questões relacionadas à Convenção Quadro para Controle do Tabaco (CQCT) tomarão um novo rumo, pelo menos em solo brasileiro.

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner, e o secretário da entidade e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider, que acompanharam todas as movimentações na Rússia, dizem que o teor do relatório conclusivo, embora ainda não conhecido oficialmente, indica que haverá maior flexibilidade e incremento do diálogo entre as instituições públicas e privadas na busca de soluções que atendam preceitos ligados à saúde pública e os anseios dos produtores rurais e das comunidades envolvidas com a produção de tabaco.

Segundo os dirigentes, os primeiros dias da conferência foram marcados pela tensão. No primeiro, houve a exclusão do público ouvinte logo após a abertura oficial. No dia seguinte, foi a vez dos jornalistas. “Diante disso, houve muita pressão por parte das lideranças, prefeitos e parlamentares junto à delegação brasileira presente na COP 6, o que fez com que o quadro começasse a mudar a partir do terceiro dia”, destacam. As maiores preocupações recaíam sobre possíveis deliberações referentes os artigos 17 e 18, que tratam sobre alternativas economicamente viáveis e proteção à saúde e meio ambiente, respectivamente.

Werner e Schneider frisam que um dos quesitos que indica uma mudança de postura, a partir de agora, mostra que as entidades representativas dos produtores serão inclusas nas discussões dentro das políticas de estudos, experimentos e fomento à diversificação de atividades. Também não haverá, segundo eles, qualquer tipo de alusão à erradicação ou reconversão (passa a ser tratado como substituição gradativa por alternativas viáveis), e evitar acesso a financiamentos públicos.

Para os dirigentes, a presença da comitiva brasileira em Moscou foi importante para conter o ímpeto voraz contra o tabaco, proveniente da maioria dos conferencistas e dos grupos antitabagistas que, diferente dos movimentos pró-tabaco, tinham livre acesso às reuniões. “Estamos convictos que o trabalho que realizamos, feito nos bastidores e que repercutiu em Brasília, fez com que a delegação brasileira entendesse e acolhesse nossos argumentos”, afirmam Werner e Schneider.

Outros temas da pauta da conferência também eram motivo de apreensão. Um deles dizia respeito ao aumento dos impostos sobre o setor. Para os dirigentes da Afubra, o produto brasileiro já é altamente tributado. “Caso se concretize, o mercado ilegal, estimado atualmente em 40%, se elevaria ainda mais. Além disso, complementam, o tabaco exportado, cujo volume atinge 87% da produção sul-brasileira, perderia competitividade, o que implicaria em reflexos altamente negativos à cadeia produtiva, especialmente para o produtor”, destacam.

O comércio ilegal também foi alvo de análises. Conforme as lideranças da Afubra, as posições divergentes, no entanto, prorrogaram as discussões para a próxima conferência, prevista para 2017, na Índia. “Mesmo assim, o governo brasileiro adiantou que pretende ratificar o protocolo de Comércio Ilegal até 2016”, frisam. Outra proposta adiada trata de uma possível interferência da CQCT no comércio internacional de tabaco e acordos bilaterais. O assunto motivou muita polêmica, já que o tema, conforme opiniões de alguns países, é de alçada da Organização Mundial do Comércio e da livre soberania de cada nação.

COP 6, em Moscou, na Rússia

 

Mário André Poll
Departamento Comunicação Afubra


O compreensível, incompreensível!

Num primeiro momento, parece um título filosófico. Contudo, no decorrer do texto, a princípio despretensioso, explica-se.

Participamos (parlamentares, prefeitos, lideranças de produtores, empresários e jornalistas da região), de 13 a 18 de outubro, em Moscou/Rússia, da COP 6, que vem a ser a sexta Conferência das Partes da Organização Mundial da Saúde, da qual tomam parte países que ratificaram a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.

Como se não bastasse a ratificação do documento contra o tabaco, e os países que o fizeram têm a obrigação de implementá-lo, reuniões são realizadas a portas fechadas para definir o futuro de dezenas de milhões de pessoas. Entre centenas de recomendações, tratam sobre os artigos 17, que recomenda a diversificação, e 18, que versa sobre cuidados com o meio ambiente, segurança e saúde do agricultor. O compreensível seria cada país implementar suas ações em busca do que apregoam os ditos artigos. O incompreensível é realizar seis encontros internacionais, com participação de mais de 150 países e com, no mínimo, uma média de oito delegados por país. Quanto gasto! Parece que, nesta COP, concluíram o compreensível, ou seja, que cada país desenvolva a diversificação, e óbvio, com a participação das entidades dos produtores. Levou tempo para os incompreensíveis compreenderem.

Para o compreensível está claro que, quanto mais alta a taxa de imposto, maior é a probabilidade de ocorrer contrabando e sonegação. No cigarro, o imposto é de 61%, ou seja, de cada R$ 100,00, R$ 61,00 vão para o governo (destaca-se que contribuições municipais e tributos de previdência social e de FGTS não estão incluídos). Para os incompreensíveis, isso nada tem a ver com o aumento do consumo ilegal de tabaco.

Para os compreensíveis, a INTERPOL e a Polícia Federal deveriam participar das reuniões, pois muito teriam a colaborar, principalmente, em questões envolvendo o comércio ilegal. A INTERPOL solicitou participação, mas os incompreensíveis não aprovaram.

Para os incompreensíveis, o cigarro é a maior causa de mortes; já, para os compreensíveis, outros produtos/fatores são bem mais nocivos. A citar, a poluição atmosférica, por exemplo.

Para os compreensíveis, o momento não era propício para realizar a COP 6. Seria providencial investir na epidemia do EBOLA. Porém, a conferência se realizou. Aliás, do que menos se tratou foi de saúde. A grande preocupação girou em torno de como conseguir verba para prover o orçamento de 2014/15 de, pasmem, US$ 9.100.000,00. Os compreensíveis não têm idéia por que os incompreensíveis necessitam de toda essa verba. É muito dinheiro!

Os incompreensíveis questionaram e condenaram a presença de nossa representação, mas quem acompanhou os relatos na imprensa avalizou nossa participação. Sem ela, parlamentares, por exemplo, que se pronunciaram em plenário, não teriam informações do evento. O esforço compartilhado deixa mais tranquilos a sociedade, os trabalhadores do setor e o produtor de tabaco, que é, na maioria, agricultor familiar.

Particularmente, estou convicto de que os incompreensíveis estão fazendo do combate ao tabaco o seu negócio, com especial cuidado para não matar a “galinha dos ovos de ouro”. Viva o tabaco, que dá vida aos que nele labutam.

 

Benício Albano Werner,
Presidente da AFUBRA


GRANIZO: 8 mil lavouras atingidas na última semana

Granizo castiga os fumicultores dos três Estados do Sul do Brasil (crédito: Arquivo/Afubra)

De 12 a 19 de outubro, o granizo castigou os fumicultores dos três Estados do Sul do Brasil. Somente no Rio Grande do Sul, o número chega a seis mil lavouras, com destaque para a região Sul, onde a microrregião Camaquã teve 1.600 lavouras com prejuízos; microrregião de Santa Cruz do Sul, com mil lavouras e Sobradinho e Arroio do Tigre, em torno de 1.100 lavouras. O estado de Santa Catarina teve 1.500 lavouras atingidas, a principal, a microrregião de Rio do Sul, com 1.200 lavouras. No Paraná, com 1.100 lavouras atingidas, as maiores incidências foram na microrregião de Rio Negro, 600, e na de Irati e Imbituva, com 450 lavouras.

Segundo dados do Departamento de Mutualidade da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), na atual safra já foram atingidas 11.100 lavouras nos três estados. Na safra passada, no mesmo período, o número foi de 3.900 lavouras. “Nos dias 12 e 13 de outubro, houveram três mil lavouras atingidas. Se durante esta semana não tivéssemos chuva a semana toda, teríamos pendente para atendimento, apenas os atingidos no dia 18 e 19, que são os cerca de 6 mil atingidos”, explica o presidente da entidade, Benício Albano Werner.

Werner revela que a equipe de campo da entidade conta com 120 colaboradores e todos, inclusive coordenadores e inspetores, estão nas lavouras atingidas, fazendo as avaliações dos prejuízos. Esta equipe tem, em média, condições de atender cerca de 600 produtores por dia. “Com esse acúmulo de produtores atingidos somente numa semana, pedimos a compreensão dos associados, pois, empenharemos esforços para que todos sejam atendidos o mais breve possível”.

O dirigente ainda orienta os associados que precisam colher o tabaco das lavouras atingidas, que deixem as vergas amostras, conforme as orientações que constam no verso do pedido de inscrição no Sistema Mútuo da Afubra. “Ocorrências acumuladas como essas como temos tido nesta última semana jamais tivemos nos 60 anos da Afubra”, finaliza Benício.

Werner: “Ocorrências acumuladas como essas como temos tido nesta última semana jamais tivemos nos 60 anos da Afubra”. (crédito: Luciana Jost Radtke/Afubra)

 

 

Luciana Jost Radtke
Departamento de Comunicação Afubra


Programa da Afubra, dia 18 de outubro de 2014

Na parte inicial do programa, o gerente Técnico Iraldo Backes faz uma avaliação dos registros do Sistema Mutualista, principalmente no tocante às tempestades de granizo. Segundo ele, os números, até o momento, mostram que a quantidade de lavouras danificadas pelas pedras de gelo é menor em relação ao mesmo período da safra passada. Lembra, ainda, que o prazo para inscrição se estende até o final deste mês.

O gestor do Arranjo Produtivo Local do Vale do Rio Pardo (APL-VRP), Jesus Edemir Rodrigues, fala, na segunda parte do programa, sobre a renovação do convênio entre a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Investimento (AGDI) e a Afubra, aspecto que vai garantir a continuidade das ações durante os próximos 16 meses.

Programa 18-10-2014 parte 1

Programa 18-10-2014 parte 2

 

Produção e edição:
Elpídio Jair Iser,
Departamento Comunicação Afubra